Como
as ideias de Jung aportaram da Europa para o Brasil? Quem foram os
responsáveis por essa nova empreitada? E qual era o contexto da época? São essas as perguntas que Arnaldo Alves da Motta, psicólogo, tenta responder de maneira bastante cuidadosa no livro Raízes da Psicologia Analítica: pessoas e contexto, da série Histórias da Psicologia no Brasil, CFP.
Conhecer a situação e o processo histórico é importante para fortalecer a identidade profissional, permitindo a criticidade que imuniza de erros cometidos, e qualifica ações positivas engendradas no passado, que uma vez contextualizadas podem ser aprimoradas.
O perigo desta abordagem é o culto personalista, porém, uma vez alertados quanto a isso, passamos a encarar essas pessoas como indivíduos que dentro de suas limitações fatídicas, dão respostas autênticas para a sociedade, contribuindo de sua forma única para com ela. Assim é que Nise da Silveira, Pethö Sándor, e Léon Bonaventure são apontados como pioneiros na divulgação das ideias Junguianas no Brasil. Destes, Pethö Sándor e Léon Bonaventure são estrangeiros que se radicaram no Brasil, enquanto Nise é psiquiatra brasileira responsável por diversas iniciativas, como o Museu das Imagens do Inconsciente e a publicação de livros, entre ele: "Gatos, a emoção de lidar", "Terapêutica Ocupacional - teoria e prática" e "Jung, vida e Obra".
Os três referidos profissionais possuem pensamento autônomo e diferenciado, no entanto, logo no primeiro contato se identifica os sulcos que a psicologia profunda deixaram em seu trabalho.
![]() |
| Nise da Silveira à esquerda, e C. G. Jung à direita. |



Nenhum comentário:
Postar um comentário